Samarco pode voltar a distribuir água na cidade de Governador Valadares

A mineradora Samarco foi ajuizada pela Defensoria Pública da União (DPU) e pelo Ministério Público Federal (MP) a distribuir água mineral em Valadares e distritos vizinhos abastecidos pelo rio Doce, até que seja comprovado que a água fornecida pelo Saae esteja apta para o consumo. O pleito está em ação civil pública com pedido de tutela provisória ajuizada na Justiça Federal de Minas Gerais. A ação determina o fornecimento de 553.990 litros de água mineral à população de Valadares e nos distritos do município abastecidos com água do Rio Doce, até o efetivo retorno do abastecimento de água potável. O valor da causa somam R$ 100 milhões.

Segundo o documento, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Nacional do Meio Ambiente (Ibama), a Agência Nacional de Águas (Ana) e o Instituto Mineiro de Gestão de Águas (Igam) foram negligentes e não fiscalizaram a qualidade da água fornecida à população, além de permitir a captação e distribuição de água contaminada por alumínio em quantidade até seis vezes superior à permitida pelo Ministério da Saúde.

Por isso, a ação pede que a Samarco apresente um plano de distribuição de água mineral, dentro de 30 dias, para evitar a formação de filas e que o cidadão tenha que se deslocar até o ponto de distribuição. A empresa deverá também distribuir água nas escolas, creches, hospitais e entidades de apoio e assistência social.

Segundo laudo técnico do Ministério Público de Minas Gerais, com base em amostras recolhidas em 13 locais em Valadares, incluindo escolas públicas, condomínios residenciais e hospitais, em 11 deles o nível de alumínio está acima do permitido, e o metal presente na água bruta não é eliminado durante o tratamento. Além disso, o MP aponta que o consumo da água pode levar a inúmeros problemas de saúde, como doenças degenerativas e neurológicas a longo prazo, como o mal de Alzheimer e o mal de Parkinson, osteoporose, alterações neurocomportamentais, incluindo encefalopatia, esclerose lateral amiotrófica e demência dialítica. Assinaram a ação os defensores públicos federais Francisco Moreira Salles, Hendrikus Simões Garcia e o procurador da República Bruno Costa Magalhães.

Em nota, a Samarco afirmou que realiza, semanalmente, o monitoramento da água tratada em Valadares e que os laudos comprovam índices de alumínio abaixo de 0,2 mg/L, número máximo permitido pela Portaria 2.914/2011 do Ministério da Saúde. Os resultados confirmam que a água tratada no município continua potável, e os laudos estão disponíveis no site da empresa: http://www.samarco.com/samarco-esclarece/. A empresa esclareceu que os resultados comprovam que não há alterações nos parâmetros de alumínio ou metais pesados. E reitera ainda que faz o monitoramento constante da qualidade da água em 92 pontos ao longo de todo o rio Doce, até a foz. Afirma ainda que na região de Valadares laudos recentes comprovam que o parâmetro químico alumínio está dentro dos limites estabelecidos pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) e dentro do histórico no que diz respeito à água do rio.

O Saae também afirma que a água está própria para consumo.


fonte DRD 
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