Cerca de R$ 1 milhão eram desviados de instituto do câncer em Minas Gerais; saiba

Cerca de R$ 1 milhão eram desviados por mês pelos administradores da Associação de Assistência às Pessoas com Câncer (Aapec). É o que aponta o balanço das ações realizadas nesta primeira fase da operação Carcinoma, deflagrada na manhã desta terça-feira (9), em Ipatinga (MG).
Segundo a apuração do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), o casal que gerenciava a instituição morava em uma casa de propriedade da Aapec, localizada em um bairro nobre da cidade de Ipatinga. No imóvel foram apreendidos, oito carros, três motos, notas fiscais e mais de R$ 38 mil.
O Ministério Público investiga também 17 empresas envolvidas no desvio das doações. A Polícia Civil afirma que os desvios de doações de pessoas fiscais e de prefeituras começaram a ser feitos há três anos. Até a noite desta terça-feira, oito pessoas, presas durante a operação, seguiam na delegacia da cidade. Elas responderão pelos crimes de apropriação indébita, formação de quadrilha e peculato.
Funcionamento mantido
Apesar das prisões decorrentes da operação, o promotor Bruno Schiavo afirma que as atividades da Aapec não serão interrompidas e que um novo administrador será nomeado pela Justiça. "O administrador judicial vai definir como continuará os exercícios das atividades da entidade em todos os municípios. Ainda é muito prematuro dizer como isso ocorrerá, mas a intenção é de que todos os doentes continuem a ser tratados pela associação. E, a partir de agora, queremos que as coisas voltem ao seu curso normal, terminando esses desvios ilícitos, para que as pessoas que necessitam possam ser os únicos a usufruírem desse dinheiro arrecadado", disse o promotor.
Operação
A operação Carcinoma foi deflagrada na manhã desta terça-feira (9), mas as ações de investigações começaram há seis meses, para apurar esquema criminoso instalado na administração da Aapec.
Oito pessoas foram presas durante a ação, nas cidades de Ipatinga, Coronel Fabriciano, Santana do Paraíso e Viçosa. Segundo as investigações, o grupo de administradores teria enriquecido de forma ilícita, mediante apropriação de recursos públicos, e de recursos arrecadados por meio de doações, da instituição. Além das prisões, 22 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
Além da Aapec de Ipatinga, também estão sendo investigadas 17 empresas ligadas à associação nas cidades de Coronel Fabriciano, Santana do Paraíso, Belo Horizonte, Governador Valadares e Viçosa, onde estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão.
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