Cinco vezes Messi: argentino leva a Bola de Ouro sendo eleito melhor jogador de 2015

Lionel Messi pode voltar a se gabar: ele é novamente o melhor jogador do mundo - pela quinta vez na história, diga-se. Após ver Cristiano Ronaldo levar a Bola de Ouro para casa nos dois últimos anos, o argentino recuperou o trono nesta segunda-feira, após desbancar Neymar e o próprio português na escolha da Fifa, anunciada em evento de gala em Zurique.  Estreante entre os finalistas, o brasileiro terminou na terceira colocação, superado pelo craque do Real Madrid.
- É especial estar aqui depois que a Bola de Ouro foi para o Cristiano Ronaldo nos dois últimos anos. É um prêmio que eu sonhava quando pequeno. Quero agradecer a quem votou em mim e aos meus companheiros. Sobretudo, quero agradecer ao futebol de modo geral. Boa noite a todos e muito obrigado - disse o argentino, assim que recebeu o prêmio.
Messi leva a Bola de Ouro para casa pela quinta vez na carreira (Foto: FABRICE COFFRINI / AFP)

Assim, com seus 52 gols na temporada, o camisa 10 do Barcelona aumenta a vantagem para Cristiano Ronaldo, que poderia igualar a disputa, como maior vencedor do prêmio: o argentino tem cinco troféus (2009, 2010, 2011, 2012 e 2015) contra três do português (2008, 2013 e 2014). Último vencedor antes de a dupla dominar a disputa, Kaká foi o responsável por entregar a Bola de Ouro a Lionel Messi.

Messi leva 41,33% dos votos
Outro brasileiro tinha a chance de interromper a sequência de vitórias de Messi e Cristiano Ronaldo. Neymar foi o primeiro finalista do país desde que Kaká levou o troféu para casa, mas terminou em terceiro ao receber 7,86% dos 498 votos de capitães e técnicos das seleções, além de jornalistas. Messi levou 41,33% e Cristiano Ronaldo 27,76%.
A lista de votações da Fifa revelou algumas curiosidades. Como capitão da Seleção, Neymar votou, do primeiro para o terceiro, em Messi, Suárez e Rakitic, três companheiros de equipe. O argentino seguiu na mesma linha, só que trocou o seu próprio nome pelo de Iniesta (o uruguaio foi o favorito do camisa 10). E Cristiano Ronaldo escolheu, nesta ordem, Benzema, James Rodríguez e Bale .
Kaká aplaude Messi  (Foto: FABRICE COFFRINI / AFP)Kaká aplaude Messi após anunciar a vitória do craque argentino (Foto: FABRICE COFFRINI / AFP)

Se Neymar não levou a Bola de Ouro, pelo menos ganhou o voto do técnico da seleção brasileira, Dunga. O comandante escolheu da seguinte forma os três melhores jogadores do mundo: Neymar, Messi e Cristiano Ronaldo. O brasileiro também foi a escolha de alguns capitães mundo afora, casos de Ruiz Bryan, da Costa Rica, Walter Ayovi, do Equador, James Younghusband, das Filipinas, Henry Faarodo, das Ilha Salomão, entre outros.
Se Neymar não levou a Bola de Ouro, o Brasil pode se orgulhar de dominar a seleção do ano da Fifa com quatro representantes: Daniel Alves, Marcelo, Thiago Silva e Neymar. Eles se juntam a uma equipe que tem Neuer, Sergio Ramos, Iniesta, Pogba, Modric, Messi e Cristiano Ronaldo. A escolha foi feita com base nos votos de 25 mil jogadores espalhados por 70 países do mundo da bola.
Brasileiro leva o Puskas
Comitiva do Barcelona em Zurique (Foto: Divulgação / Barcelona)Comitiva do Barcelona com Daniel Alves, Neymar, Messi e Iniesta dominou a premiação (Foto: Divulgação / Barcelona)
Só que o auge da festa brasileira foi quando o japonês Nakata anunciou a vitória do brasileiro Wendell Lira como gol mais bonito do ano, superando Messi e Alessandro Florenzi, do Roma. 
O lance incrível do atacante (à época jogador do Goianésia) contra o Atlético-GO ocorreu na nona rodada da primeira fase do Campeonato Goiano, no dia 11 de março e venceu a disputa após votação na internet. Cerca de 1,6 milhões de pessoas participaram da escolha: Wendell Lira recebeu 46,7% dos votos, enquanto Lionel Messi abocanhou 33.3% e Alessandro Florenzi levou 7,1%
Entre os técnicos, nova vitória do Barça. Após um ano em que venceu o Campeonato Espanhol, a Copa do Rei, a Liga dos Campeões, a Supercopa da Europa e o Mundial de Clubes, Luis Enrique superou o argentino Jorge Sampaoli, da seleção chilena, e o compatriota Pep Guardiola, do Bayern de Munique, na disputa particular de treinadores. 


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