Polícia Civil abre inquérito para apurar queda de avião que matou prefeito de Central de Minas Genil e o jovem Douglas

genil e douglasA Polícia Civil de Governador Valadares instaurou inquérito nesta quarta-feira para apurar a queda do avião que matou o prefeito de Central de Minas, Genil Mata da Cruz, 39, e seu passageiro Douglas Rafael da Silva, 29, na tarde de terça-feira.

De acordo com a Polícia Civil, nos exames de necropsia não foi constatada nos corpos das vítimas nenhuma perfuração que poderia ter sido provocada por projétil, descartando-se a hipótese de elas terem sido atingidas antes do acidente. Há uma equipe da Polícia Civil no local do acidente, aguardando a equipe dos Serviços Regionais de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa). 

O ACIDENTE 

Conforme informações da Polícia Militar, na tarde de terça-feira moradores da área entraram em contato com a corporação para informar que dois aviões de pequeno porte sobrevoavam uma área de 400 mil m² e que os ocupantes de um dos monomotores jogavam explosivos numa ocupação dos sem-terra, quando o piloto perdeu o controle da aeronave e caiu. Uma outra versão apresentada por moradores à polícia dá conta de que integrantes do MST teriam atirado contra a aeronave, que veio a cair. A corporação não confirma nenhuma das duas versões. O Corpo de Bombeiros de Valadares foi até o local para realizar os trabalhos. Os corpos foram encaminhados ao Posto de Perícia Integrada de Valadares. O local está isolado, até a chegada da Seripa.

MST

Em nota o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) informou que, segundo o relato dos acampados, durante uma hora os aviões deram rasantes sobre o acampamento e soltaram rojões sobre as famílias dos sem-terra. Um dos aviões acabou caindo numa área próxima ao acampamento. Ainda não se sabe os motivos reais da queda. Os trabalhadores rurais ocuparam a fazenda de 420 alqueires no último dia 5 de julho. A área, considerada improdutiva, pertencia à empresa Fíbria, mas foi adquirida. Segundo relatos dos sem-terra, ao não conseguir despejar as famílias, Genil da Cruz disse que resolveria a situação “à sua maneira”. Essa não foi a primeira vez que eles sofreram ataques. Na madrugada da última sexta-feira (10), cerca de 12 pistoleiros em dois veículos invadiram o acampamento e soltaram fogos de artifício contra as barracas. Uma pessoa foi atingida e sofreu pequenas queimaduras. Dois tratores blindados acompanhavam a ação. Durante a fuga, um dos tratores atolou na terra e foi deixado para trás. Nos dias anteriores, rondas noturnas já estavam sendo feitas na área. Diante das ameaças, os sem-terra fizeram um boletim de ocorrência na delegacia local.

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